O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que a inflação em 2026 é causada principalmente pelo conflito no Oriente Médio, e não pelos gastos públicos do governo federal. A declaração foi feita durante painel da Expert XP, em São Paulo. As informações são da Gazeta do Povo.

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Segundo Durigan, há exagero em associar as medidas de crédito anunciadas pelo governo ao aumento da pressão inflacionária. Para ele, a guerra envolvendo o Irã é o principal fator que pressiona os preços neste ano.

A meta do governo para 2026 é de um superávit primário de R$ 34,3 bilhões. Superávit primário é quando o governo arrecada mais do que gasta, sem contar os juros da dívida. Porém, os dados mostram o contrário: em maio, as contas públicas registraram déficit de R$ 53 bilhões, enquanto a dívida pública alcançou R$ 9 trilhões, com alta de R$ 234,4 bilhões no mês.

Antes do defeso eleitoral, o presidente Lula (PT) lançou uma série de medidas com impacto nos cofres públicos, como subvenções à gasolina e ao diesel, aporte de R$ 3 bilhões ao Desenrola Adimplentes e linha de crédito do Fies Empreendedor.

Ministro nega medidas eleitoreiras em 2026

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Durigan garantiu que não haverá ações para buscar votos, como aumento no Bolsa Família sem previsão orçamentária. Ele comparou o momento atual com 2022, afirmando que não haverá calote em precatórios nem em governadores, em referência ao fim da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Comitê de Política Monetária (Copom) tem considerado o arrefecimento da disciplina fiscal do governo para reduzir a taxa básica de juros (Selic). Após sete meses em 15% ao ano, a Selic caiu para 14,25% ao ano.

Governo projeta estabilização da dívida até 2030

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Apesar dos indicadores negativos, o ministro acredita na possibilidade de disciplina fiscal, contenção de gastos obrigatórios e ajuste nas regras fiscais para estabilizar a dívida pública entre 2029 e 2030.