Na passagem de setembro para outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mais que dobrou a taxa de variação, ao passar de alta de 1,30% para 2,63%, com forte contribuição do grupo Matérias-Primas Brutas, que acelerou de alta de 2,26% para 4,47% no período.

No estágio inicial da produção, os principais responsáveis pelo avanço foram milho em grão (de 4,61% para 12,92%), minério de ferro (de 0,84% para 4,53%) e soja em grão (de 5,84% para 7,11%). Contudo, foi registrada desaceleração em itens como mandioca (de 6,44% para -1,49%), leite in natura (de -0,26% para -1,90%) e pedra britada (de 0,22% para 0,19%).

O índice relativo aos Bens Finais registrou em outubro taxa mais de três vezes superior à do mês anterior, passando de 0,47% para 1,69%. Influenciou no resultado o comportamento do subgrupo alimentos processados (de 1,39% para 2,71%). O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, teve avanço de 1,71%, ante alta de 0,66% em setembro.

O índice referente a Bens Intermediários dentro do IPA também apresentou aceleração, ao sair de alta de 1,36% em setembro para 2,07% em outubro. O principal responsável pelo movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de 1,78% para 2,97%).

Vale destacar que o índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, avançou 2,24% em outubro, contra alta de 1,62%, em setembro.

Principais influências

De acordo com a FGV, a lista de maiores influências de alta no IPA de outubro traz soja em grão (de 5,84% para 7,11%), milho em grão (de 4,61% para 12,92%), farelo de soja (de 8,23% para 9,95%), minério de ferro (de 0,84% para 4,53%) e laranja (de 6,96% para 13,85%).

Já na lista de maiores influências de baixa estão batata-inglesa (de 14,91% para -17,23%), leite in natura (de -0,26% para -1,90%), querosene de aviação (de -4,37% para -7,86%), óleo combustível (de -0,64% para -2,17%) e adubos e fertilizantes compostos (de 6,92% para -1,61%).