Microempresas ganham expressão em exportação

Brasília (AG) – As exportações das micro e pequenas empresas aumentaram 39,1% nos últimos seis anos e o número de empresas também aumentou 21%, mas a participação desse segmento no total de exportações do País ainda é muito pequeno e até encolheu um pouco no período, de 2,5% para 2,4%. A conclusão é da pesquisa do Sebrae sobre o desempenho das micro e pequenas empresas. De acordo com o estudo, realizado em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), 62,1% dos exportadores são micro e pequenas empresas. No ano passado, elas já chegavam a sete mil.

No ano passado, 36,8% das exportações de microempresas foram para o mercado latino-americano e 27% das exportações das pequenas tiveram o mesmo destino, enquanto entre as empresas médias e grandes esse percentual foi de 18,9%. A pesquisa mostra também um aumento expressivo de empresas que se dedicam à atividade exportadora de forma continuada. No caso das micros, esse número cresceu de 381 para 1.303 empresas, um aumento de 242% entre 1998 e 2003. No caso das pequenas, o aumento foi de 105%, de 1.410 para 2.899 empresas. Madeira e pedras preciosas estão entre os produtos que as micro e pequenas mais exportam. A maior concentração dessas empresas está no sul do País.

O estudo abrange todo o universo das empresas exportadoras nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Uma das novidades da pesquisa, que a partir de agora terá divulgação semestral, é a metodologia específica para classificar empresas de acordo com o porte. O conceito adotado considera não só o número de empregados, de acordo com os critérios do Sebrae, como também o volume de exportação, baseado no Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, conforme os valores para financiamento a exportação.

De acordo com a metodologia, microempresa é aquela com até 19 pessoas ocupadas e exportações anuais de até US$ 300 mil, enquanto pequena empresa tem entre 20 e 99 pessoas ocupadas e exportações anuais entre US$ 300 mil e US$ 2,5 milhões. Foram excluídas as pequenas empresas não-industriais, dada a pouca relevância no valor total das exportações (apenas 0,7%).

Além disso, o estudo destacou as chamadas “micro e pequenas empresas especiais”, que têm menos de 100 pessoas, mas com valor anual de exportação superior a UU$ 2,5 milhões. Ou seja, são pequenas de acordo com o número de ocupados, mas grandes do ponto de vista dos altos valores alcançados em vendas externas. Essa abordagem permite um retrato mais fiel da situação. Fica mais fácil de constatar que, apesar dos excepcionais resultados recentes da exportação brasileira por parte das grandes empresas, é longo o caminho a ser percorrido pelas pequenas empresas para melhorar sua participação no comércio exterior.

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