Metalúrgicos rejeitam proposta das empresas

Os 1,5 mil metalúrgicos das 11 empresas que fornecem peças para a Volkswagen-Audi e Renault rejeitaram ontem proposta das empresas e decidiram continuar em greve. Eles estão em campanha salarial e querem R$ 700 de abono, igual ao que foi conquistado pelos 11 mil trabalhadores das montadoras, mês passado. As companhias ofereceram apenas R$ 300 de adiantamento de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Garantidos, os metalúrgicos já têm 1,99% de aumento real e 2,86% de reajuste salarial, equivalente ao INPC acumulado nos últimos doze meses. A greve começou na última terça-feira (17).

A assembléia de ontem cedo reuniu trabalhadores dos três turnos – manhã, tarde e noite. A próxima ocorre apenas na segunda-feira, às 6h. Até lá, a greve continua. Estão paradas as empresas Thyssenkrup (Módulos e Presta), Tenneco Automotive, Pirelli, Kromber & Schubert, Peguform, Delphi, Guanavi, TDF, FAF e Bentler.

A paralisação das 11 empresas que fabricam peças automotivas reduz a produção da Volkswagen, em 60%, e da Renault, em 30%. Segundo dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), do início da paralisação até agora, a Volks deixou de produzir cerca de dois mil automóveis. A fabricação diária da empresa é de 810 veículos. A Renault, que produz uma média diária de 310 automóveis, já deixou de fabricar cerca de 450 carros. As montadoras estão colocando seus próprios funcionários para executar os serviços dos trabalhadores de outras empresas, que estão em greve.

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