Metalúrgicos e empresas automobilísticas filiadas ao Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) não conseguiram chegar a um acordo de reajuste salarial. Na reunião de hoje – que contou com a presença de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e metalúrgicos das cidades paulistas de São Caetano do Sul, São Carlos e Tatuí – a entidade patronal reiterou a proposta de reposição inflacionária, que deve ficar ao redor de 4,7%. Os sindicalistas, por outro lado, exigem aumento real de seus salários.

Como consequência da falta de acordo, amanhã cerca de 2 mil trabalhadores de fabricantes de autopeças do distrito industrial de Piracangaguá (SP) cruzarão os braços no período da manhã, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC também divulgou suspensão da produção, amanhã cedo, nas fábricas da Mercedes-Benz, Scania, Ford, Rassini, Mahle Metal Leve e Karmanghia, todas de São Bernardo do Campo.

Uma nova rodada de negociações entre sindicalistas e representantes das empresas terá lugar na sexta-feira. Somente depois deste encontro é que os trabalhadores decidirão, com base na proposta patronal, se optam pela greve por tempo indeterminado. Os protestos por reajustes de salário também estão acontecendo em São José dos Pinhais, no Paraná, onde trabalhadores da Volskwagen-Audi e da Renault-Nissan suspenderam os trabalhos por tempo indeterminado.