Foto: Fábio Alexandre

Trabalhadores cruzaram os braços.

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Funcionários das montadoras Volkswagen/Audi e da Renault/ Nissan, ambas instaladas em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, entraram em greve ontem por tempo indeterminado. O Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) apresentou cinco propostas de reajuste salarial, mas nenhuma delas foi aceita durante assembléias dos trabalhadores realizadas nos portões das montadoras. Já na Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), os funcionários aceitaram uma das propostas e estão trabalhando normalmente. No ano passado, a greve dos metalúrgicos na Grande Curitiba durou quase uma semana.

A data-base da categoria é 1.º de setembro. Desde quinta-feira da semana passada, os metalúrgicos vêm fazendo assembléias de protesto na porta das fábricas e paralisações de uma hora.

Com a greve iniciada ontem, a Volkswagen deixa de produzir aproximadamente 830 veículos por dia, segundo estimativa do sindicato dos metalúrgicos. Na Renault, o déficit será de 700 automóveis por dia, enquanto na Nissan, de 90 veículos. Os trabalhadores da Volks/Audi e da Renault/Nissan reivindicam 8,5% de aumento para serem aplicados já em setembro, com R$ 800,00 de abono em 5 de outubro, ou os mesmos 8,5% para janeiro de 2008, só que com R$ 2 mil de abono para 5 de outubro.

Conforme dados do sindicato dos metalúrgicos, a Volks emprega em São José dos Pinhais cerca de 3,6 mil pessoas, com média salarial de R$ 1,6 mil. Na unidade, são fabricados os modelos Fox, Crossfox, Fox Europa e Golf. Na Renault, são cerca de 3 mil funcionários e a média salarial é de R$ 1,4 mil. Na montadora francesa são fabricados os modelos Clio, Scenic, Logan, Megane e Megane Grand Tour. Já a Nissan, cuja fábrica é anexa à da Renault, produz os modelos Máster e Xterra.

Volvo

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Na Volvo, os funcionários decidiram, em assembléias realizadas ontem de manhã e à tarde, aceitar uma das propostas apresentadas pelo sindicato patronal. ?A aprovação foi de aproximadamente 93% da categoria?, afirmou o vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos e funcionário licenciado da Volvo, Nelson Silva de Souza. A proposta aceita é a que prevê reajuste salarial de 7,44% a partir de 1.º de novembro mais abono salarial de R$ 1 mil para o dia 5 de outubro. A montadora comprometeu-se em não descontar dos funcionários as horas paradas.

?O importante é que os funcionários saíram contentes. Além da reposição integral da inflação (4,82%), eles ganharam 2,5% de aumento real e o abono, que vai ajudar a colocar as contas em dia?, comentou Souza. Caso os metalúrgicos das outras duas montadoras consigam reajustes maiores, os funcionários da Volvo vão reavaliar.

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Além dessa proposta, o Sinfavea ofereceu outras quatro opções: reajuste salarial de 7,44%, para 1.º de setembro, mais abono de R$ 700,00; reajuste de 7,44% para 1.º de janeiro mais abono de R$ 1,5 mil; reajuste de 7,44%, para 1.º de março, mais abono de R$ 1,8 mil e, finalmente, reajuste de 7,44%, para 1.º de abril e abono de R$ 2 mil. Em todas as propostas o abono seria pago no dia 5 de outubro. A Volvo emprega cerca de 2,2 mil pessoas, e a média salarial é de R$ 1,3 mil, segundo informações do sindicato dos metalúrgicos.

O Sinfavea informou, através da assessoria de imprensa que não comenta as negociações em andamento.