A confirmação de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central deve impedir a desvalorização do Índice Bovespa, na avaliação de Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título corretora/Easynvest.

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Em sua opinião, os investidores anteciparam a nomeação nos novos integrantes da equipe econômica, de forma que o evento já está embutido nos preços das ações. “A bolsa está em seu preço. Apenas se o governo anunciar uma medida em âmbito econômico de fato positiva e inesperada, é possível que o Ibovespa suba e ultrapasse os 60.000 pontos”, prevê.

Cardoso diz que o governo precisa reconstituir a credibilidade que perdeu na área econômica, principalmente no que se refere à política fiscal, de forma a recuperar a capacidade de investimento dos agentes do mercado.

O executivo diz ainda que é preciso atrair investidores de longo prazo para a bolsa de valores. “O movimento que se vê hoje indica a presença de investidores de curto prazo. Quando as ações caem, eles compram, quando elas sobem, eles vendem”, explica.

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Para Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Órama Investimentos, a indicação de Levy, Barbosa e Tombini para a equipe de governo é bastante positiva para mudar o rumo da economia e, consequentemente, para as ações da Bolsa de Valores. “Todos conhecem profundamente a estrutura complicada do governo e aparentemente chegam com alguma carta branca para mudanças”, diz Bandeira.

O principal risco, em sua avaliação, é de a presidente reeleita, Dilma Rousseff, não bancar as mudanças. O motivo é que determinadas alterações na política econômica podem produzir efeitos em prazo “razoavelmente rápido”, mas outras demandam tempo de maturação.

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Essa “inconsistência temporal” pode resultar em dados ruins de conjuntura. Por exemplo, o desemprego pode crescer e o nível de produtividade pode cair, o que pode causar ruídos e trazer fragilidade à equipe empossada, bem como desgaste para a presidente, diz Bandeira.

“Será preciso bancar medidas por um ano ou mais sem pegar nenhum atalho. Será que o governo suportará isso?”, questiona Bandeira.