Economia

Mercado prevê Selic a 13,75% até o fim do ano com novos cortes de juros

Imagem mostra notas de 100, 20 e 50 reais dispostas ao lado de uma calculara.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026 para decidir o rumo da Taxa Selic. A decisão será anunciada na quarta-feira (5), após dois dias de análise do cenário econômico. As informações são da Agência Brasil.

A Selic está em 14,25% ao ano, menor nível de 2026. O Copom já promoveu três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) mostrou mudança nas expectativas do mercado financeiro. A mediana das projeções para a Selic ao fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, após cinco semanas de estabilidade. Os analistas sugerem que o BC promova pelo menos um ou dois novos cortes até dezembro.

Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país. A estimativa passou de 5,12% para 5,03%.

Apesar da melhora, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior é de 4,5%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços. Por outro lado, taxas elevadas dificultam a expansão da economia.

Quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial. No segundo dia, os integrantes analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros.

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