Pela primeira vez desde junho, as projeções do mercado financeiro para a inflação de 2002 não tiveram um aumento na pesquisa semanal feita pelo Banco Central com um grupo de 100 instituições financeiras e empresas de consultoria. No levantamento divulgado hoje (2), as expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ficaram estáveis em 6,43% para este ano. Em relação a 2003, porém, o mercado manteve o pessimismo e as projeções aumentaram de 4,80% para 4,95%.

Acompanhando o bom desempenho do saldo comercial, as projeções para o superávit da balança em 2002 subiram de US$ 6 bilhões para US$ 6,5 bilhões, perto da nova previsão feita pelo Banco Central de um resultado positivo de US$ 7 bilhões. Da mesma forma, as estimativas de superávit para 2003 subiram, na mesma pesquisa, de US$ 7,2 bilhões para US$ 7,6 bilhões. O BC já prevê que a balança fechará positiva em US$ 9 bilhões no ano que vem.

Os bons números das contas externas, anunciados na semana passada, também contagiaram as expectativas para o déficit em conta corrente em 2002, cujas projeções caíram de US$ 19 bilhões para US$ 18,5 bilhões. As estimativas de déficit em conta corrente para 2003 recuaram na mesma pesquisa de US$ 18,5 bihões para US$ 17,96 bilhões.

Esse bom resultado deve-se basicamente ao aumento do superávit da balança, já que as projeções para o fluxo de investimento direto em 2002 caíram de US$ 17 bilhões para US$ 16 8 bilhões. Para 2003, recuaram de US$ 17 bilhões para US$ 16,5 bilhões.

A pesquisa sugere que a queda na cotação do dólar também é aguardada para os próximos meses. As estimativas para a taxa de câmbio no fim de 2002 permaneceram estáveis em R$ 2,80. As estimativas para o ano que vem subiram de R$ 2,90 para R$ 2,95.