O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, disse hoje que a economia continuará sendo sustentada em 2010 pelo mercado interno. Segundo ele, haverá uma melhora nas exportações, mas a recuperação nos mercados compradores não será suficiente para gerar um comércio internacional forte.

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Jorge lembrou que o Brasil já exportou a um câmbio mais valorizado que o atual, mas a diferença, agora, é que o mercado não está comprando. Por isso, de acordo com o ministro, o cambio não é o principal problema para as exportações brasileiras. Ele avaliou que as medidas anunciadas na semana passada, pelo Ministério da Fazenda, “estão de bom tamanho”.

Segundo Miguel Jorge, o mercado interno vai se normalizar em 2010, com a recuperação da economia. Ao ser questionado se as medidas prometidas para ajudar o setor exportador estariam encerradas, Miguel Jorge disse que não. O ministro disse que o governo teve que fazer, neste momento, uma “escolha de Sofia”, ao decidir entre ajudar o mercado interno, que está forte, ou as exportações, que não tinham muita saída.

“Tivemos que resolver um para depois ajudar o outro”, afirmou. Ele lembrou que o mercado interno responde por 87% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as exportações correspondem a 13% do PIB. “É óbvio que as primeiras medidas tinham que reforçar os 87%. A questão das exportações era muito difícil de resolver, porque não depende só de nós”, afirmou, referindo-se à situação do mercado internacional.

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Preço do aço

O ministro disse ainda que, se houver um aumento no preço do aço nacional, o governo poderá propor à Câmara de Comércio Exterior (Camex) uma redução na alíquota do imposto de importação (II). Segundo ele, qualquer reajuste neste momento não tem justificativa.

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As associações das indústrias consumidoras de aço têm alertado o governo para um possível reajuste de até 15% a partir de janeiro. O ministro disse que o governo vem acompanhando o preço do produto. “Se nós verificarmos que houve um aumento que não se justifica – e, por tudo o que se vê, não se justifica -, há possibilidade de reduzirmos a alíquota de importação do aço”, advertiu.