Agropecuária foi quem mais
empregou segundo Caged.

Brasília – Apesar do baixo crescimento econômico e da queda do Produto Interno Bruto (PIB), o mercado de trabalho formal continua sendo capaz de absorver mais contingentes de mão-de-obra. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, o saldo líquido em agosto foi positivo em 79.772 empregos com carteira assinada. No acumulado do ano, entre admissões e demissões, o saldo foi a criação de 677.912 postos de trabalho. O Paraná é o segundo Estado em geração de oportunidades, com 8.698, atrás apenas de São Paulo.

O desempenho do mercado de trabalho em agosto foi melhor do que o verificado em agosto do ano passado, quando a diferença entre admitidos e demitidos foi positiva em 78.022 ocupações. Segundo os técnicos do Ministério do Trabalho, o resultado favorável foi determinado pela expansão de quase todos os setores da economia, com destaque para o de serviços, que contribuiu com a criação de 41.432 vagas.

O comércio promoveu a criação de 25.200 vagas.. Até a indústria de transformação, que vem enfrentando problemas localizados ao longo do ano, apresentou saldo líquido positivo do emprego em agosto – abriu 19.089 vagas. A exceção em agosto ficou por conta da agricultura, que registrou perda de 11.558 postos de trabalho.

Entressafra

Os técnicos do ministério atribuíram o baixo desempenho do setor agrícola a fatores sazonais, como a entressafra no Centro-Sul do País. Mesmo assim eles destacaram que, no ano, a agricultura foi o setor que apresentou o melhor desempenho, com a oferta de 220.986 novos postos de trabalho.

Do total de empregos criados em agosto, 22.376 vagas foram abertas no Nordeste, 21.743 no Sudeste e 16.699 no Sul. Entre os estados, os principais resultados foram verificados em São Paulo (mais 22.222 postos de trabalho), no Paraná (8.698) e em Pernambuco (7.814).

O levantamento mede apenas o mercado formal da economia, ou seja, os trabalhadores com carteira assinada. Por força de lei, todas as empresas do País devem prestar, mensalmente, informações sobre a movimentação de pessoal para o Caged. Com base nessas informações, o governo dispõe do fluxo mensal dos trabalhadores com carteira assinada ligados às empresas.

Os técnicos explicam que os números do mercado formal não são comparáveis com a pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo. A pesquisa do IBGE leva em conta os dados de toda a economia, inclusive a informal, e é feita por amostragem nas seis principais regiões metropolitanas do País. A pesquisa do IBGE mede o desemprego verificando o número de trabalhadores procurando vaga no período.