O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na quarta a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Pelas expectativas do mercado, a expansão deve ficar em torno de 4,5% ante igual período de 2006. O resultado será certamente comemorado pelo governo como um sinal de vigor econômico. As projeções chamam a atenção para o motor do crescimento: o aquecimento da demanda interna.

"O País pode estar em fase ascendente no ciclo de consumo de bens duráveis", diz o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgar Pereira. "Mas todo crescimento puxado estritamente pelo consumo tem fôlego curto." Pereira lembra que, com a nova metodologia para cálculo do PIB, a taxa de investimento em 2006 ficou em 16,8%, ainda abaixo do nível de 19%, que já era criticado pelos economistas.

Segundo os especialistas, o nível de investimento capaz de manter um ritmo de crescimento econômico vigoroso e sustentável está na casa de 25% do PIB. "O que dá consistência é o aumento do investimento, que continua muito baixo. O período de investimentos de maior porte ainda não deslanchou", comentou Pereira.