O mercado financeiro elevou a previsão para a alta de preços acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, conforme a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC). A expectativa para a inflação em 2010 subiu de 5,72% para 5,78%, em um patamar ainda mais distante do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%. Já a estimativa para o IPCA em 2011 seguiu em 5,20%.

No caso da inflação de curto prazo, o mercado subiu de 0,73% para 0,77% a previsão para o IPCA de novembro. Para a inflação de dezembro, a taxa prevista seguiu em 0,55%, de acordo com a Focus.

A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, também foi alterada. A estimativa para a expansão da economia neste ano caiu levemente de 7,55% para 7,54%. Para o ano que vem, a previsão para o PIB foi mantida em 4,50%. A estimativa para a produção industrial em 2010 caiu de 10,98% para 10,70%. Para o ano que vem, a projeção para a expansão da indústria subiu de 5,25% para 5,30%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas também mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010, em 10,75% ao ano. Para o fim de 2011, a projeção para a taxa permaneceu em 12,25% ao ano.

Os analistas alteraram o patamar esperado para o dólar no fim de 2010. A taxa de câmbio esperada para o fim de dezembro passou de R$ 1,70 para R$ 1,71. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana permaneceu em R$ 1,75. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 seguiu em R$ 1,76 e do câmbio médio em 2011 caiu de R$ 1,74 para R$ 1,73.

Contas externas

O mercado financeiro manteve as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano é de US$ 50 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos passou de US$ 68,00 bilhões para US$ 68,80 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2010 caiu de US$ 16,30 bilhões para US$ 16,24 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial passou de US$ 8,50 bilhões para US$ 8,00 bilhões. Analistas não alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010, de US$ 30 bilhões. Para 2011, a previsão subiu de US$ 36,00 bilhões para US$ 37,50 bilhões.