Brasília (AE) – As projeções do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2007 caiu de 4,09% para 4,06%, segundo a pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central (BC). Os economistas das 100 instituições financeiras consultadas também reduziram a estimativa para o IPCA nos próximos 12 meses, que passou de 4,16% para 4,13%.

Porém, os analistas mantiveram em 3,11% a previsão para o indicador, usado como referência para a meta de inflação do governo, para este ano. Entre as cinco instituições que mais acertam projeções de médio prazo (Top 5), as medianas das estimativas para o IPCA foram mantidas em 2,96% para 2006 e em 4% para 2007.

O mercado financeiro também não alterou suas apostas para a taxa básica de juros da economia, Selic, para o final do próximo ano, que ficou inalterada em 12%. Para janeiro, a expectativa dos economistas é que a Selic fique em 13%, mostrando que eles ainda majoritariamente, acreditam em corte de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros.

Para o câmbio, a pesquisa destaca que foi mantida a expectativa de um valor de R$ 2,15 para a taxa de câmbio no fim deste mês. Para o fim de janeiro de 2007, houve discreta redução na mediana das estimativas de R$ 2,16 para R$ 2,15. Ao final de 2007, o mercado espera que o dólar feche cotado em R$ 2,25, mesma projeção da semana anterior.

Os analistas também não alteraram suas previsões para a relação dívida/PIB neste e no próximo ano, que ficaram em 50,10% e 49%, respectivamente.

Pela sexta semana consecutiva, o mercado reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2006. De acordo com a Focus, a mediana das estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,80% para 2,76%. Para 2007, os analistas mantiveram as apostas em 3,50% na expansão do PIB brasileiro. Ficaram inalteradas as projeções para a produção industrial em 2006 e 2007 em, respectivamente, 3,09% e 4%.