O mercado de trabalho de São Paulo está mais experiente, tem maior participação feminina e começa a mostrar sinais de redução da rotatividade observada nos anos posteriores à pandemia. Esse é o retrato das Melhores Empresas para Trabalhar – São Paulo 2026, reconhecidas nesta quinta-feira (3) pelo Great Place To Work (GPTW). A premiação foi realizada no Villaggio JK, na Vila Olímpia, em São Paulo, e contemplou organizações da Região Metropolitana e do Interior e Litoral Paulista. As informações são da Gazeta do Povo.

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Nesta edição, 1.006 empresas participaram do processo de avaliação, alcançando mais de 1 milhão de profissionais. Na Região Metropolitana, os primeiros lugares ficaram com Tokio Marine Seguradora, entre as grandes empresas, Livelo, nas médias, e Strategicos Group, nas pequenas. No Interior e Litoral Paulista, as vencedoras foram Neoenergia Elektro, Sicoob Cocre e Helianto Farmacêutica, respectivamente.

Entre 2024 e 2026, a participação dos profissionais de 25 a 34 anos nas empresas reconhecidas caiu de 49% para 46%. Na direção oposta, a presença de trabalhadores com 35 anos ou mais passou de 51% para 54%. O tempo de permanência nas organizações também aumentou. Em 2026, 38% dos profissionais das empresas premiadas possuem até dois anos de casa. O percentual está seis pontos abaixo do registrado em 2024.

A presença das mulheres também avançou. Entre 2024 e 2026, a participação feminina no quadro das empresas reconhecidas passou de 36% para 43%. O movimento começa a alcançar posições de liderança, embora em ritmo gradual. Entre 2025 e 2026, a presença feminina nas funções intermediárias de gestão subiu de 36% para 42%. Na posição de CEO, o índice passou de 10% para 15%.

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A possibilidade de crescimento profissional continua sendo o principal motivo apontado pelos trabalhadores para permanecer em uma empresa. O segundo fator é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A importância atribuída à qualidade de vida aumentou de 29% em 2025 para 32% em 2026. A remuneração também ganhou peso. A parcela dos profissionais que considera uma remuneração atraente como fator relevante para permanecer na organização passou de 13% para 15%.

Apesar das diferenças econômicas entre as regiões, o GPTW não identificou uma distância relevante na qualidade das relações de trabalho. Tanto as empresas da Região Metropolitana quanto as do Interior e Litoral Paulista alcançaram um Índice de Confiança de 89%. O índice considera a percepção dos profissionais sobre aspectos como credibilidade das lideranças, respeito, imparcialidade, orgulho pelo trabalho e camaradagem.

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