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Mendonça dá prazo para DF explicar oferta de delação ao careca do INSS

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Foto: Imagem criada com IA.

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça deu 48 horas para a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal prestar esclarecimentos sobre uma denúncia do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS. Segundo relato apresentado ao STF na sexta-feira passada, agentes penitenciários teriam retirado o detento da cela no Complexo da Papuda para oferecer delação premiada sobre descontos ilegais contra aposentados. As informações são da Gazeta do Povo.

De acordo com o documento, após uma revista na cela, o empresário teria sido interrogado sobre o motivo de ainda não ter delatado na investigação da chamada Farra do INSS. O ministro solicitou as informações na noite de segunda-feira e pediu que, caso os fatos sejam confirmados, os agentes envolvidos sejam identificados. O despacho está sob sigilo judicial.

O careca do INSS foi preso em setembro após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. As investigações apontam que ele seria um dos principais operadores de um esquema que pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões. Em setembro de 2025, Antunes negou participação no esquema durante pronunciamento à CPMI do INSS e classificou sua prisão preventiva como medida baseada em premissa equivocada.

A Polícia Federal investiga a suposta ligação entre o filho do presidente, Lulinha, e o careca do INSS, além de uma viagem a Portugal paga pelo empresário. A apuração busca identificar triangulação de recursos e uso de empresas de fachada nos pagamentos oriundos das fraudes previdenciárias. Em maio, a troca no comando das investigações gerou críticas sobre possível influência política na decisão.

A Gazeta do Povo procurou a Seape para esclarecimentos e aguarda resposta. Ao jornal Valor Econômico, o órgão informou que não presta informações sobre custodiados específicos, mas que segue protocolos operacionais em suas unidades prisionais. A defesa do empresário não quis comentar o relato.

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