O Brasil deverá registrar a abertura de 2,5 milhões de postos de trabalho este ano, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, o governo também está trabalhando no sentido de aumentar “fortemente” a produtividade brasileira. “Desde o fim de 2016, já temos dois milhões de pessoas a mais trabalhando”, acrescentou Meirelles, em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro. “Esperamos que a reforma trabalhista possa gerar nos próximos anos seis milhões de empregos no Brasil”, completou.

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O ministro elencou ainda as reformas microeconômicas conduzidas pela equipe econômica desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República, como a nova lei de governança das estatais, que possibilitou o novo estatuto da Caixa.

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“Há uma série de microrreformas que estão sendo muito importantes, com impacto enorme”, disse. “Existe um número enorme de mudanças que estão sendo feitas visando, em última análise, que o Brasil funcione melhor.”

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Meirelles destacou também a atuação do governo nos leilões de concessão de aeroportos, petróleo, gás, portos, energia elétrica, rodovias e ferrovias. Segundo ele, existe um grande número de projetos que estão sendo analisados para serem objeto de concessões. Para ele, há oportunidade para concessões no País, o necessário é criar regras adequadas. “Estamos abrindo muita coisa para o setor privado e tem capital internacional interessado”, declarou.

O País está no início de um novo ciclo de crescimento sustentado, na avaliação de Meirelles. Segundo ele, o Brasil está num período em que deixou de ser objeto de controvérsia e há constatação de que o País vai bem. A economia consolidou o crescimento, as expectativas estão consolidadas, disse.

O ministro reconheceu que a eleição de 2018 gera expectativas, como em qualquer país, mas acredita que dificilmente a política econômica apresentaria retrocesso no novo governo. “Acho muito improvável que haja uma volta atrás, principalmente após sairmos da maior recessão da história”, concluiu.

Ciclos econômicos

Os ciclos de expansão e retração da economia brasileira, nos últimos 70 anos, sempre foram marcados pela questão fiscal, afirmou Meirelles no evento. Ele defendeu as medidas fiscais adotadas pelo governo federal, como o teto de gastos, e a proposta de reforma da Previdência.

“Desde a construção de Brasília, na década de 1950”, afirmou Meirelles, numa referência ao principal projeto do governo Juscelino Kubitschek (1956-1961). “Aí veio a crise, gerada por excesso de despesa pública sem financiamento”, disse Meirelles.

Mesmo durante o crescimento do “milagre brasileiro”, o avanço foi financiado com capital internacional, lembrou o ministro, para em seguida citar os problemas de balança de pagamentos e as crises daí decorrentes, a partir do segundo choque do petróleo no fim da década de 1970. A hiperinflação que se seguiu, disse Meirelles, também tinha raízes no desequilíbrio das contas do governo. “Tudo no fundo é problema fiscal”, disse Meirelles.