O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, esclareceu hoje, por meio de sua assessoria, que sua declaração feita em entrevista à agência Dow Jones sobre a alta do juro ser o “próximo passo” de saída da política monetária acomodativa foi retirada do contexto e não deve ser interpretada como indicação de tendência da próxima reunião do Copom, marcada para terça e quarta-feira.

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No trecho da entrevista em que citou o “próximo passo”, Meirelles listava medidas de estímulo adotadas para enfrentar a crise econômica global, como o estabelecimento de exigências para o compulsório dos bancos, aumento de reservas em vez de venda e redução de posições em futuros e derivativos.

“Isso significa que o próximo passo seria o movimento da taxa básica”, disse ele, acrescentando que o Copom determinou em sua última reunião, em março, que deveria “pensar sobre que passo seria esse durante a próxima reunião (de abril)”.

Na entrevista, Meirelles alertou os mercados para que não tentem encontrar “sinais” sobre a magnitude de uma eventual alta de juro nos relatórios e nas atas divulgados anteriormente pelo BC. “A mensagem que eu daria aos players é de que não tentem ler nas entrelinhas do que o Banco Central disse nas atas ou no relatório de inflação (e tentem encontrar) um sinal dado por um membro ou por outro. Não há sinais.”

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Nos documentos mais recentes, “nós apenas expressamos o raciocínio da decisão da última reunião”. “Mas não demos nenhum sinal sobre se há um número versus um outro número.”