O Estado do Mato Grosso do Sul registrou o maior crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) na comparação com as demais unidades da federação. A economia do Estado, impulsionada pelo agronegócio, cresceu 8,1%. No mesmo período, o PIB do País expandiu-se em 2,3%. Também registraram forte crescimento os estados de Mato Grosso e Rondônia, com altas de 6,7% e 6,5%, respectivamente.

No Mato Grosso do Sul, a produção da soja e milho e a avicultura impulsionaram a agropecuária, cujo crescimento foi de 18,2%.

Em Mato Grosso, a produção de soja e algodão e a pecuária foram responsáveis pelo aquecimento da economia.

Os estados do Nordeste e Sudeste tiveram desempenho inferior à média do País. Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Gilda Santiago, o racionamento de energia elétrica prejudicou a indústria.

A seca no Nordeste também prejudicou a produção agropecuária e afetou negativamente a economia dos seus estados. O Ceará, por exemplo, apresentou o pior desempenho em 2001, com uma retração de 1,1% de sua economia.

Segundo ela, o ano de 2001, marcado por um cenário externo conturbado (crise argentina, desaquecimento econômico dos Estados Unidos, atentados de 11 setembro), e pelo racionamento, apresentou um excelente desempenho da agropecuária. A produção de soja e milho cresceram 15,5% e 30%, respectivamente.

São Paulo – que detém a maior participação do PIB nacional – registrou crescimento de 1,2%, mesma taxa apurada para o Rio de Janeiro.