Anderson Tozato
Aline: “Encarece o item”.

As papelarias da capital já efetuaram suas negociações com os fornecedores e garantem que os preços dos materiais escolares praticados agora permanecerão os mesmos até o início das aulas.

Aliás, boa parte dos estabelecimentos afirma que os valores apresentam pouca ou nenhuma variação em relação ao início de 2010, mas nem todos os consumidores concordam. Muitos preferem percorrer diversos estabelecimentos atrás do melhor preço.

A reportagem do O Estado percorreu papelarias de bairros e do Centro de Curitiba e a conclusão é de que a grande diferença dos preços não está na localização do estabelecimento e, sim, nas escolhas realizadas durante a compra.

O que muda entre grandes redes e pontos de comércio mais pequenos são condições de pagamento, principalmente o limite de vezes em que é possível parcelar a comprar, e a existência ou não promoções.

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José Pandini: “Pela qualidade”.

Um simples penal pode fazer com que o consumidor desembolse até 21 vezes mais na compra dependendo do tipo de modelo. Com R$ 1,90 é possível adquirir um estojo, porém, também dá para gastar R$ 40 no mesmo item.

“Não dá para se basear apenas nos números, já que em alguns casos o gasto a mais é pela qualidade. Tem penais que não duram nada e cadernos cuja gramatura da página permite ver o que foi escrito no verso”, explica José Pandini Neto, gerente da papelaria Mania de Papel, no bairro Pinheirinho.

Segundo Aline Batista Pereira, subgerente da loja da Livrarias Curitiba no Shopping Mueller, uma regra que sempre funciona é preferir itens sem personagens ou ídolos. “Isso encarece em mais de 40% o preço do item”, revela.

Para não pesar tanto no bolso, a secretária executiva Adriana Coelho Dembiski, que tem dois filhos no Ensino Fundamental, diz que negocia antes de levá-lo às compras.

“Acho importante trazê-los para eles terem noção do valor das coisas e para ajudarem a escolher, porém, determino faixas de preços para ninguém ficar frustrado”.

O casal Luciane Oblibratoski e Ediceu Marques, que tem um filho no Ensino Fundamental, acredita que só levará o filho para comprar material até os seis anos de idade. “Por enquanto ele não entende, mas se isso mudar vamos deixá-lo em casa para economizar”.

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Adriana: “Negociação”.

Valores

“Todo o setor trabalha com preços competitivos, tamanha é a concorrência, o que aumenta a distância entre uma lista e outra é a necessidade ou não de comprar livros didáticos e a qualidade de produtos, principalmente, cadernos, penais e mochilas”, avalia o gerente Pandini.

A exemplo das grandes redes do setor, a papelaria do bairro Pinheirinho busca oferecer facilidades como dispor de listas escolares de mais de 50 instituições de ensino da região Sul de Curitiba.

No caso da Livrarias Curitiba, as compras de materiais escolares empatam com o período de Natal em termos de faturamento. A expectativa de crescimento nas vendas é de 10% a 12% a mais do que em 2010. “Desde dezembr,o estamos percebendo um aumento na procura por itens de maior valor”, afirma a subgerente da loja, Aline Batista Pereira.