Economia

Marabraz pede recuperação judicial de cinco empresas em São Paulo

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Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Cinco empresas do conglomerado das Lojas Marabraz entraram com pedido de recuperação judicial no sábado (15) na Justiça de São Paulo. O processo foi distribuído ao juiz Henrique Inoue, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, com valor de causa de R$ 141 milhões. As informações são da Gazeta do Povo.

Assinam o pedido as empresas Jaraguá Comercial, Comercial de Móveis Jordanésia, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. A decisão é motivada pelos desafios enfrentados pelo setor varejista. A empresa afirma que a prioridade é manter empregos e a relação com clientes e fornecedores.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei para empresas com dificuldades financeiras, mas ainda fora do risco iminente de falência. O processo permite negociar dívidas com credores sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência e preservar a atividade da empresa.

Empresa foi fundada em 1972

A Marabraz foi fundada em 1972 pelo imigrante libanês Abdul Hadi Mohamed Fares, como Credi-Fares. Após a morte de Fares, em 1978, os filhos assumiram o controle. O nome com o qual se tornaria famosa só veio em 1986. Quatro anos depois, surgiria o slogan “Lojas Marabraz, preço menor ninguém faz”, que ampliou a repercussão nacional e marcou o início da expansão.

Dívidas somam R$ 11,7 milhões

Das cinco empresas que participam do processo, apenas a Comercial de Móveis Jordanésia possui inscrições na dívida ativa federal. O montante soma R$ 11,7 milhões, a maior parte (R$ 10,5 milhões) em débitos previdenciários.

A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas estabelecidas na legislação.

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