O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta quarta-feira, 18, que o objetivo das medidas anunciadas hoje é reforçar a atividade industrial e reafirmou que essa não é a primeira nem a última vez que o governo adotará ações para dar competitividade ao setor. “A maior parte se trata de medidas que estão sendo ampliadas e melhoradas. Estamos no limiar de um novo ciclo de expansão da economia mundial e brasileira. Estamos dissipando a crise internacional aos poucos e temos que nos preparar”, disse o ministro.

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Mantega afirmou que o governo quer que a indústria esteja preparada e seja competitiva para ocupar espaços nos mercados doméstico e internacional. “Por isso ela precisa ter crédito, mão de obra, e ter uma menor carga tributária”, completou. Segundo ele, o objetivo do pacote não era “tratar o astral” dos empresários. “Os empresários ficaram muito satisfeitos com as medidas tomadas. Existem questões setoriais que são tratadas a cada momento. É um processo contínuo de se encontrar problemas e soluções. Todo ano nós fazemos medidas novas e medidas de aperfeiçoamento”, completou.

De acordo com Mantega, o impacto fiscal das medidas anunciadas hoje será pequeno. “Em geral são medidas para próximo ano, e o Refis tem impacto positivo porque vamos arrecadar mais”, completou. Segundo ele, não foi tomada nenhuma decisão com relação ao aumento da mistura de álcool na gasolina.

Argentina

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Mantega afirmou que “não podemos nos precipitar” quanto a conclusões envolvendo a situação da Argentina. Nesta semana, o governo argentino foi derrotado na última instância em corte americana na discussão envolvendo os credores que exigem que o calote dado pela Argentina em sua dívida externa em 2001 seja revisto.

“Não podemos nos precipitar. Precisamos ver a solução que a Argentina dará para isso, ainda há espaço para negociação”, disse Mantega, após anunciar medidas para a indústria no Palácio do Planalto. “Estamos dentro da normalidade”, reforçou.

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Questionado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” se havia algum risco para o Brasil, uma vez que nenhum solavanco foi registrado nos mercados nos últimos dias, Mantega afirmou: “Não aconteceu nada com o Brasil e também com a Argentina”.