O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que houve avanço importante na representação dos países emergentes e em desenvolvimento na mudança no sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas reconheceu que esperava "participação maior" para o Brasil no FMI. Ele lembra que a mudança elevou a participação do País de 1,4% para 1,7% no Fundo.

"É claro que esperávamos participação maior. Gostaríamos que fosse reconhecida ao Brasil e a outros países que se destacaram no desempenho econômico nos últimos tempos uma participação maior", disse em entrevista coletiva à imprensa, em Washington.

O ministro observou que a alteração na representação dos países emergentes e em desenvolvimento dentro do Fundo Monetário Internacional, por meio de mudança no sistema de cotas, pode ser ratificada neste Encontro de Primavera, no Comitê Financeiro e Monetário Internacional (IMFC, na sigla em inglês). De toda forma, Mantega afirma que a modificação na fórmula de cálculo das cotas é o primeiro passo para o reconhecimento de "um papel maior" dos emergentes no cenário econômico internacional.

Na mudança, acrescenta o ministro, a fórmula levará em conta um peso maior do PIB calculado pela Paridade do Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês). De acordo com Mantega, as cotas serão revisadas a cada cinco anos.