Apesar das turbulências no mercado mundial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não espera uma redução da oferta de crédito no Brasil, porque, segundo ele, o grosso do crédito brasileiro – "quase 100%" – é gerado dentro do País. "O crédito brasileiro é da política monetária local, não é crédito estrangeiro. Ele vai continuar crescendo", afirmou.

Na avaliação dele, a expectativa é de que o volume de crédito cresça entre 20% e 22%. O ministro admitiu, no entanto, que há um pouco de crédito externo, pois algumas empresas brasileiras têm captado recursos lá fora porque estavam muito baratos. "O crédito vai continuar estimulando o crescimento da economia. Já tem analista falando em crescimento acima de 5%", disse Mantega, destacando que ele próprio é mais moderado e prefere falar em crescimento de 4,5% a 5%.

O ministro ressaltou, porém, que "certamente" há vários setores da economia brasileira que estão crescendo "muito acima de 5%". "Portanto, nós estamos muito tranqüilos. Essa turbulência não vai afetar o nível de atividade no Brasil", afirmou. Isso, segundo ele, porque a expansão é impulsionada fundamentalmente pelo mercado e por crédito interno. "E tudo isso está sob controle. Vocês vejam: os empresários nem ligam para isso (a turbulência)", disse, contando que tem ido a várias cerimônias com participação de empresários.