Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta quinta-feira (13) que o fato de o Comitê de Política Monetário (Copom) ter citado os efeitos da crise internacional nas economias mundiais como um fator de ?incerteza? seja uma indicação de que a taxa básica de juros (Selic) não vá continuar caindo nas próximas reuniões.

Sobre a possibilidade de o crescimento da economia também influenciar na trajetória dos juros, Mantega afirmou é prematuro porque é importante observar o comportamento dos preços nos próximos 40 dias para depois saber qual será a posição que o Copom vai adotar.

?Não vejo nenhuma alta relevante de inflação no país. É claro que subiu um pouquinho, mas é uma alta localizada em alguns preços de alimentos. Tem também o caráter sazonal, a entressafra, que poderá ser superada com a safra que virá nos próximos dias?.

O ministro também disse que não vê a posição do Copom de aconselhar prudência nas próximas revisões dos juros como uma sinalização negativa, porque o Brasil está crescendo de forma robusta e esse crescimento não será afetado por quaisquer posições que se possam tomar na próxima reunião do comitê.

Mantega fez as declarações ao chegar para a reunião com os líderes de partidos sobre a proposta de manutenção da Contirbuição Provisória sobre a Movimentação Financeira. O relator da proposta na Câmara, deputado Antonio Palocci (PT-SP) também participa da reunião.