Brasília – O prazo para sacar o benefício do Programa de Integração Social (PIS) ou do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) termina na sexta-feira (29), mas 655.670 trabalhadores ainda não retiraram o abono a que têm direito, no valor de um salário mínimo. O pagamento começou a ser feito em julho do ano passado.

Em balanço divulgado nesta quarta-feira (27), o Ministério do Trabalho e Emprego informa que o país tem cerca de 12 milhões de pessoas com direito ao benefício, por terem trabalhado pelo menos 30 dias em 2005 e por receberem até dois salários mínimos mensais.

No início deste mês, 1,1 milhão de trabalhadores ainda não haviam sacado o PIS/Pasep. Por isso, o ministério enviou cartas informando sobre o pagamento e o encerramento do prazo para cerca de 800 mil pessoas ? e 461.673 delas se dirigiram a agências da Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Brasil (BB) ou casas lotéricas para fazer o saque.

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro Carlos Lupi fez um apelo para que os trabalhadores não deixem de retirar os R$ 380. E telefonou para dois deles, a fim de alertar sobre o prazo final de saque. ?Para quem ganha até dois salários mínimos, receber esse abono ajuda no orçamento mensal?, destacou.

Divino Luiz da Silva Filho, de Goiânia (GO), e Sâmia Fernandes, do município de Mombaça (CE), receberam o telefonema do ministro. Eles não sabiam do direito ao benefício nem sobre o procedimento para o saque ? são necessários o número do PIS ou do Pasep, a carteira de trabalho ou carteira de identidade.

A retirada pode ser feita em qualquer cidade do país: os inscritos no PIS recebem na Caixa Econômica Federal ou nas casas lotéricas, enquanto o Pasep é pago no Banco do Brasil.

O maior pagamento registrado na história do abono ocorreu em 2003 e 2004, referente ao ano-base 2002, e atingiu 94,56% dos identificados ? 8,3 milhões de trabalhadores estavam habilitados a receber e, deste total, 7,8 milhões fizeram o saque. Neste ano, 93,97% dos beneficiados já receberam o abono.

Os trabalhadores são identificados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), declarada anualmente pelas empresas ao Ministério do Trabalho e Emprego. O dinheiro que não for retirado será revertido para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).