Economia

Mais de 5 milhões de brasileiros ficam impedidos de apostar em bets

Imagem mostra notas de 100, 20 e 50 reais dispostas ao lado de uma calculara.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Mais de 5 milhões de brasileiros estão impedidos de fazer apostas em plataformas online, as chamadas bets. A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quarta-feira (12).

As informações são da Agência Brasil.

Do total, cerca de 1,2 milhão de pessoas optaram voluntariamente pela autoexclusão por meio de uma plataforma que permite ao usuário bloquear o próprio acesso aos sites de apostas. Outras 800 mil pessoas aderiram à nova rodada do Desenrola, programa de renegociação de dívidas, e ficam impedidas de apostar por seis meses conforme regras do governo.

Além disso, 3 milhões de pessoas inscritas no Bolsa Família ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também estão bloqueadas para apostas online.

Segundo Durigan, o objetivo é tratar as bets como cigarro, desestimulando a prática no país.

Duas operações foram deflagradas nesta quarta-feira com apoio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Uma delas mira uma empresa que atuava ilegalmente. A outra investiga uma empresa que havia obtido autorização do Ministério da Fazenda, mas teve a atuação suspensa por medida cautelar durante fiscalização.

As ações envolvem compartilhamento de informações entre órgãos públicos e autoridades policiais e investigam crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O Ministério da Fazenda começou a divulgar documentos que embasaram os processos de autorização das empresas de apostas que pretendem operar legalmente no Brasil. Na primeira etapa, foram disponibilizados documentos de 80 das 85 empresas que passaram pelo processo de habilitação na SPA, totalizando mais de 2 mil páginas.

Entre os materiais estão pareceres técnicos sobre habilitação jurídica das empresas, idoneidade de controladores e administradores, origem dos recursos e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. A divulgação será gradual, sem comprometer dados pessoais ou informações protegidas por sigilo.

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