O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3) a campanha à reeleição com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, apostando publicamente em uma vitória já no primeiro turno. Lula afirmou estar convicto de que vencerá a eleição e convocou os apoiadores a trabalhar até o fechamento das urnas para garantir o resultado. As informações são da Gazeta do Povo.
Antes da chegada de Lula, houve um princípio de confusão entre militantes e policiais militares por causa da posição dos caminhões de som e da necessidade de liberar o trânsito. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia autorizado a caminhada na véspera, mas condicionou a realização do ato à não obstrução das vias e ao cumprimento das orientações da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Lula incorporou o episódio ao discurso para defender o que chamou de resgate da avenida, que, segundo ele, havia sido apropriada por seus adversários. O presidente afirmou que voltaria ao local para comemorar a vitória caso seja reeleito. Estavam presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), a candidata ao Senado Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e outros aliados.
No discurso, Lula retomou o caso Banco Master e associou a campanha adversária às investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Disse que seu governo foi responsável pela prisão do que chamou de quadrilha da Previdência e afirmou que a cada hora aparece uma coisa nova sobre o caso Master.
A soberania nacional ocupou lugar central no discurso de encerramento. Lula resumiu a disputa em termos de confronto entre democracia e soberania, de um lado, e barbárie, do outro. Além disso, voltou a acusar seus adversários de representar a extrema direita e o crime organizado. A defesa da soberania foi uma das marcas da campanha de Lula nos últimos meses, especialmente em meio às tensões com os Estados Unidos.
Na sexta-feira (2), durante caminhada em Belo Horizonte, Lula já havia afirmado ter convicção de que venceria no primeiro turno. O presidente pediu ainda que a militância buscasse eleitores com mais de 70 anos, que não são obrigados a votar, e jovens que ainda não haviam decidido comparecer às urnas.
A confiança declarada por Lula ocorre em um cenário de disputa apertada nas pesquisas. Levantamento CNT/MDA divulgado neste sábado mostra o petista com 43,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). Nos votos válidos, Lula aparece com 47,8% e Flávio com 42,1%. A pesquisa ouviu 2.007 pessoas entre 30 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
