Luiz Inácio prometeu também que
fará a transposição do São Francisco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma série de críticas aos governos anteriores ao seu durante a cerimônia de lançamento da campanha “Cresce, Nordeste”, que prevê a liberação de R$ 3 bilhões a empresários que queiram investir na região neste ano.

Durante a cerimônia, Lula disse também que “dinheiro não vai faltar” para projetos na região, e prometeu concluir a transposição das águas do Rio São Francisco até o meados de 2006. A transposição divide opiniões no Nordeste, mas tem o apoio do Ceará, local do lançamento da campanha.

“Muitas vezes a coisa pública foi tratada no Brasil como se fosse uma coisa de amigos, um clube de amigos, e não uma coisa pública de verdade”, afirmou o presidente, na presença de ministros, congressistas e governadores do Nordeste, inclusive o tucano Lúcio Alcântara (CE).

Lula também criticou as antigas gestões do Banco do Nordeste: “O Banco do Nordeste, na prática, não cobrava as dívidas, e cada vez emprestava menos”. Ele disse que, em um ano, o atual governo investiu o que foi investido pelo banco nos dez anos anteriores.

Juros

O presidente Lula também falou sobre juros, no mesmo dia em que o Copom anunciaria a nova taxa Selic. Segundo Lula “a taxa não deve cair se houver riscos para a economia”.

Durante o lançamento do programa “Cresce, Nordeste”, que prevê a liberação de R$ 3 bilhões, por meio do Banco do Nordeste, a empresários que queiram investir na região neste ano, Lula disse que, embora ele próprio deseje a queda dos juros, esta tem de acontecer com “responsabilidade”.

“Quem mais quer baixar juros é o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central, o presidente da República. Mas temos que fazer com responsabilidade, não permitir que um gesto fora de hora possa prejudicar o País”, afirmou.

Durante a cerimônia, Lula disse diversas vezes que o problema do País – e, especificamente, da região Nordeste – não é falta de dinheiro, e sim falta de projetos. “Dinheiro para investimento e financiamento não é problema. Apresentem os projetos que, se os projetos estiverem em condições legais de ser aprovados, não faltará dinheiro”, afirmou.