O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje a política econômica do governo. Ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, Lula disse que o governo está atento ao controle da inflação. “Não vamos abrir mão de nossa responsabilidade fiscal e de controlar a inflação. Toda vez que ela volta, ela desgraça a vida do País”, disse. Em seu discurso, Lula avaliou que a fase mais difícil da crise já foi superada. “É como se uma febre tivesse passado. Agora, não é mais preciso dar antibiótico. É preciso dar vitamina,” afirmou o presidente.

Ao mesmo tempo em que se queixou de que setores da sociedade não acreditaram nas previsões otimistas do governo no auge da crise, Lula comentou que o governo não foi acusado pela origem e pelas consequências da crise. “Ninguém culpou o governo por ela (a crise). Foi a primeira vez que, da imprensa ao mais humilde cidadão, todos sabiam que a crise era internacional e começou nos Estados Unidos”, observou Lula. Ele ainda se queixou de ter sido alvo de gozação quando incentivou projetos de infraestrutura, dando como exemplo o projeto de construção de barcos petroleiros em 2005.

O presidente fez críticas a opositores do governo sem mencionar nomes. “No Brasil, tem uma parte que não tem jeito: não quer que as coisas deem certo. Mas a maioria quer que as coisas deem certo”, afirmou.