O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o senador Flávio Bolsonaro de “traidor da pátria” nesta quinta-feira, após o parlamentar pedir aos Estados Unidos que adiem por 180 dias a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que não há justificativa para o tarifaço agora ou depois das eleições. As informações são da Gazeta do Povo.

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Flávio Bolsonaro enviou um documento de 86 páginas ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pedindo o adiamento. O senador argumentou que a medida, se entrar em vigor antes das eleições presidenciais, poderia fortalecer politicamente Lula.

Senador argumenta que tarifas anteriores não funcionaram

No documento enviado ao USTR nesta quarta-feira, Flávio sustentou que as tarifas adotadas anteriormente não produziram os resultados esperados e não mudariam a postura das autoridades brasileiras. Segundo ele, as sanções comerciais acabaram sendo exploradas pelo governo federal como um discurso de defesa da soberania nacional.

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“Pesquisas de opinião pública brasileiras mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente”, afirmou o senador no documento.

Governo rebate acusações e defende soberania

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Lula rechaçou a iniciativa, chamando o senador de “entreguista” e dizendo que o Brasil negocia de igual para igual com qualquer país. A aplicação de tarifas se baseia na investigação da seção 301, que apura prejuízos aos EUA por práticas comerciais do Brasil.

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), também criticou o rival. “No documento enviado aos EUA, Flávio Bolsonaro não defende o Brasil. Ele pede apenas que o tarifaço seja adiado por cálculo eleitoral”, disse no X.