O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (30) que, se reeleito, comprará uma distribuidora de combustíveis para atuar sobre os preços praticados no setor. A declaração foi feita durante entrevistas a criadores de conteúdo no Palácio da Alvorada, em Brasília. As informações são da Gazeta do Povo.

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A fala retoma a crítica do presidente à privatização da BR Distribuidora, atual Vibra Energia. A Petrobras vendeu o controle da empresa entre 2017 e 2021. Até 2017, a BR Distribuidora era a maior do país no segmento, com cerca de 30% do mercado e oito mil postos.

Presidente justifica medida com conflitos no Oriente Médio

Lula afirmou que o aumento do preço do petróleo diante dos conflitos no Oriente Médio reforça a necessidade de atuação do Estado. Segundo ele, o governo federal paga R$ 47 bilhões em subsídios para conter o impacto dos preços da gasolina e do diesel.

O presidente também citou uma reunião com a Polícia Federal e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para discutir medidas de fiscalização. Ele afirmou que a privatização da BR Distribuidora dificultou o controle dos preços.

Governo investiga aumentos abusivos no setor

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Na semana passada, a Secretaria Nacional do Consumidor abriu uma operação nacional para investigar aumentos abusivos. Foram instaurados procedimentos contra oito distribuidoras e 70 postos de combustíveis. As empresas podem receber multas de até R$ 14 milhões em caso de condenação.

A ANP também aplicou mais de R$ 700 milhões em multas contra distribuidoras por elevação abusiva das margens brutas. As decisões foram tomadas em primeira instância e ainda cabe recurso.

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Em abril, a bancada do PT na Câmara dos Deputados apresentou o projeto de Lei 1853/2026, que autoriza a União a criar uma nova empresa para atuar na distribuição de combustíveis, biocombustíveis e gás liquefeito de petróleo.