Durante o encontro de hoje com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu que o G-20 (grupo de reúne as 20 maiores economias do mundo) está sendo lento ao adotar reformas no setor financeiro global. Além disso, ele afirmou que cobrará um efetivo aumento do poder de voto, no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial (BIRD), para os países em desenvolvimento.

No encontro, Lula também insistiu que seria “prematuro” que os países afetados pela crise abandonassem as políticas anticíclicas, apesar dos dados otimistas sobre a recuperação da economia no segundo semestre. “Já ficou claro que o mundo não pode sobreviver a uma terceira onda de especulação, como essa que nós vivemos. O mundo não pode esquecer o que aconteceu no ano passado”, afirmou Lula, ao referir-se à crise de inadimplência no sistema imobiliário dos EUA e à quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro de 2008, como as duas primeiras ondas.