Lojistas faturaram menos neste “inverno”

O pagamento dos créditos complementares do FGTS e as liquidações antecipadas de inverno não foram suficientes para aquecer as vendas de roupas da estação neste ano. Levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Curitiba e Região Metropolitana aponta queda de 7% nas vendas de julho frente a julho de 2001. Comparado a 2000, o recuo chega a 17%.

“O setor investiu na coleção de inverno, geralmente a estação que o lojista mais vende. Mas o inverno não veio, causando grande preocupação ao comércio, que agora está vendendo para o verão”, comenta o presidente da CDL, Newton Campos.

“Como tivemos poucos dias de bastante frio, começaram as liquidações de roupas, tanto masculinas quanto femininas”, destaca Élcio Ribeiro, vice-presidente de Serviços da Associação Comercial do Paraná (ACP), acrescentando que o aumento de 6,2% nas vendas do Dia dos Pais foi alavancado por liquidações de até 60%, que fizeram o estoque girar. “Não ouço o comércio reclamando que ficou com roupa de inverno e as liquidações já acabaram”, relata. “Para ajudar tudo isso, tivemos o dinheiro do FGTS, cujos valores correspondem a quase outro décimo-terceiro”, cita Ribeiro. “Este ano está atípico porque não tivemos definição das estações”, observa o presidente da CDL. Para que os lojistas minimizem as perdas, a CDL disponibiliza cursos de gerenciamento. “O objetivo é que cada segmento busque criatividade no atendimento, adequando o que tem no estoque para atender a deficiência de mercado”, explica Campos. Como resultado dos treinamentos, os comerciantes modificam vitrines, recalculam custos e conseguem desovar o produto estocado, ressalta.

Perspectiva

Para Campos, não há razão para pessimismo. “Este é um momento crítico, temos que esperar a definição da situação política do País”, acredita. “Como o empresário do varejo é sempre um esperançoso, espera dias melhores”. As perspectivas positivas do segmento – são 16 mil pontos comerciais na Grande Curitiba – estão concentradas no Dia das Crianças e Natal, cujas negociações com fornecedores já começaram.

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