Felipe Rosa
Facilidade de transporte é um dos itens que mais contam pontos na avaliação.

A localização é, disparado, o principal fator de valorização de um imóvel. Mas não basta comprar uma casa ou apartamento em um bairro nobre e ficar esperando pelo retorno. Segundo o vice-presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Paulo Celles, é preciso avaliar o potencial de crescimento da região e se o perfil do imóvel está adequado ao local.

“Na hora de avaliar um imóvel, os três primeiros fatores são a localização. Isso engloba a facilidade de transporte, a proximidade de pontos comerciais, o perfil da vizinhança”, diz Paulo. “Mas é preciso verificar se está de acordo com o perfil da região. Dependendo do local, um apartamento pode valer mais que uma casa térrea de metragem maior”, destaca.

Os materiais e métodos utilizados na construção também são um ponto importante. “Depois da localização, a qualidade do empreendimento é o que mais pesa”, afirma o dirigente do Secovi-PR. Verificar qual é a construtora e o autor do projeto é uma boa dica.

Investir no acabamento e decoração também pode ser uma ferramenta para agregar valor. “Um imóvel usado traz vantagens para quem quer comprar para alugar. Geralmente já vem com piso, cozinha, alguns móveis. Esses acessórios o tornam mais interessantes não só para quem busca um local para morar, mas também para os investidores”, diz Paulo.

Oferta e procura

Mas as maiores perspectivas de valorização, no entanto, estão nos bairros com potencial de crescimento. “O que coroa tudo isso é a demanda. Onde há mais procura, estão os imóveis mais valorizados. Essa é a lei básica de todos os mercados”, ressalta. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os bairros da região sul de Curitiba têm apresentado os maiores índices de crescimento.