Lobão nega novo reajuste imediato da gasolina

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira (7) que, apesar da alta internacional do petróleo, o governo ainda não cogita autorizar novo reajuste no preço da gasolina. "Não trabalhamos ainda com a hipótese de rever os preços dos combustíveis no Brasil", disse.

Ele admitiu que o não repasse interno dos aumentos do petróleo pode afetar os resultados da Petrobras, mas, segundo ele, seria um efeito de curto prazo. " A Petrobras pode deixar de ter algum lucro imediato, mas terá, no passo seguinte, a retribuição completa", declarou, sem explicar a que retribuição se referiu. Lobão reconheceu que a alta das cotações internacionais do petróleo tem sido forte e precisa ser considerada internamente, "mas não desejamos mexer ainda nos preços praticados no Brasil".

Em maio passado, a Petrobras reajustou em 10% o preço da gasolina cobrado nas refinarias e em 15% o preço do diesel, mas o reajuste da gasolina praticamente não atingiu o consumidor, porque o governo reduziu, simultaneamente, a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção Sobre o Domínio Econômico) incidente sobre o combustível.

Angra 3

Lobão disse que o governo pretende reiniciar, no dia 1º de setembro, as obras de construção da usina nuclear Angra 3. Ele afirmou, em conversa com jornalistas, que o Ibama deve liberar, em um prazo de dez a 15 dias, a licença de instalação que autorizará a estatal Eletronuclear a começar os trabalhos de construção.

A previsão do ministro sobre a liberação da licença de instalação é mais otimista do que a divulgada no balanço mais recente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No balanço, o governo informava que a licença sairia até 30 de agosto. O ministro reiterou que o governo pretende construir, depois de Angra 3, mais quatro usinas nucleares, ainda sem locais definidos. Segundo Lobão, o governo iniciaria, em seguida um ciclo de investimentos que contemplará a entrada em operação de uma usina nuclear por ano, até que o Brasil tenha, em um prazo de 50 anos, um parque nuclear capaz de gerar 60 mil megawatts.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.