O preço do limão disparou nos últimos meses e chegou a custar R$ 104,78 a caixa de 27,2 kg em agosto, um aumento de 226% desde junho. O motivo é a queda na produção causada pelo excesso de chuvas no começo do ano, que afetou a florada e reduziu a quantidade de frutas disponíveis no mercado.

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As informações são da Agência Brasil.

No atacado, o quilo do limão passou de R$ 1,82 em maio para R$ 8,62 em setembro no Ceagesp, em São Paulo. Na CeasaMinas, o aumento foi de R$ 2,50 para R$ 8,50 no mesmo período, uma alta de 240%.

O cinturão cítrico paulista responde por 80% da produção nacional de limão. As regiões de Bebedouro e Matão, que concentram 68% da área de cultivo, foram as mais atingidas pelas chuvas.

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Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), explica que o limão tem histórico de preços voláteis. “O momento atual é um período bem precário, com uma condição especial de chuvas que afetou a florada no começo do ano”, disse.

O excesso de umidade prejudicou não só a colheita atual como também a formação da próxima safra. A principal florada, que ocorreu em julho, foi afetada por chuvas acima da média e só deve gerar volume relevante a partir de meados de novembro.

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a normalização dos preços está prevista para o fim do ano, com a chegada da nova safra. Na última semana, os valores no Ceagesp começaram a cair, mas ainda não há certeza de que a tendência se mantenha.

Além do clima, outros fatores pressionaram os preços. O Brasil exporta cerca de 11% da safra, principalmente para a Europa, e a demanda interna aumentou com o calor em agosto e setembro.

Para 2027, há risco de um El Niño forte no começo do ano, o que pode aumentar o calor e o déficit hídrico, estressando as plantas e afetando novamente a florada.