Economia

Leilões de petróleo ofertam 35 áreas em outubro com recorde de blocos

Imagem mostra uma pessoa usando a calculadora do celular com uma planilha de gastos ao lado.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Os leilões de exploração de petróleo marcados para 7 de outubro terão 35 áreas em disputa, um recorde para os certames no Brasil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou nesta quinta-feira (6) que serão realizados dois leilões simultâneos: um de partilha, com 13 blocos do pré-sal, e outro de concessão, com 22 setores de outras áreas.

As informações são da Agência Brasil.

Até agora, os 22 setores do leilão de concessão receberam declaração de interesse com garantia de oferta de 12 empresas. Os 13 blocos do leilão de partilha têm manifestação de seis empresas. A relação completa das áreas foi publicada no Diário Oficial da União.

Empresas que ainda não declararam interesse podem fazê-lo até 31 de agosto, ampliando a participação nos leilões. Quem não cumprir esse prazo pode participar por meio de consórcio com empresas habilitadas.

Em outubro de 2025, o último leilão de partilha arrecadou quase R$ 104 bilhões em bônus de assinatura, com cinco dos sete blocos arrematados. Já o leilão de concessão realizado em junho de 2026 rendeu R$ 989 milhões em bônus, com 34 contratos assinados.

No regime de partilha, válido para o pré-sal, a produção de óleo excedente é dividida entre a empresa e a União. A companhia vencedora é aquela que oferece a maior parcela do petróleo ao governo. No modelo de concessão, usado nas demais áreas, a empresa se torna dona de todo o óleo e gás descobertos, mas paga bônus, royalties e participação especial.

Os campos do pré-sal responderam por 82% da produção nacional de petróleo e gás em junho de 2026, segundo dados da ANP.

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