O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos Lawrence Summers, presente nesta sexta-feira à homenagem a Pedro Malan pelos seus 70 anos, no Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG), no Rio, e que participou de negociações sobre pacotes de ajuda financeira ao Brasil, elogiou o ex-ministro da Fazenda do Brasil. “Ele fez diferença no Brasil, fez diferença na América Latina e fez diferença no mundo. Através da sua consistência, determinação e firmeza, o Brasil hoje é muito diferente daquele período”, disse Summers.

A homenagem atraiu economistas internacionais de grande prestígio global, como Summers, Stanley Fischer (que está se aposentando do BC de Israel e sobre cujo nome houve rumores em relação à substituição de Ben Bernanke no comando do Federal Reserve, Fed, BC dos Estados Unidos); John Williamson, pai do Consenso de Washington; e Albert Fishlow, da Universidade de Columbia.

Pelo lado brasileiro, vieram em peso os economistas ligados ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso – além do próprio ex-presidente -, como Edmar Bacha, Persio Arida, André Lara Resende e Gustavo Franco, entre outros.

Summers recordou que, além de ter participado com Malan na elaboração de pacotes de estabilização do Brasil, os dois trabalharam juntos em diversas questões econômicas e financeiras internacionais.

Para Summers, “certamente o crash de 2008 nos lembrou que a estabilidade é algo que nunca deve se considerar consolidada”. Ele lembrou que hoje há grandes temas no debate internacional, como a ascensão da China, a promoção da estabilidade do sistema financeiro global, e que “o Brasil é uma parte importante dessas discussões, o que se deve a Pedro Malan”.

Sobre a economia brasileira, Summers, que já foi chefe da assessoria econômica da Casa Branca e reitor da Universidade Harvard, e é considerado um dos economistas de maior prestígio no mundo, disse: “O Brasil tem grande potencial econômico, e o desafio é achar os meios de realizar este potencial”.

Summers, assim como a maioria dos economistas presentes, evitou, durante o coquetel ao fim do seminário, comentários sobre a maratona de debates do evento ou a situação da economia global. O seminário foi fechado à imprensa, segundo a Casa das Garças.