A Parmalat contratou a Kroll, empresa mundial de investigações, para localizar e recuperar seus bens dispersados entre uma rede de empresas em paraísos fiscais ao redor do mundo, informou o jornal britânico “Financial Times”. O interventor da Parmalat, Enrico Bondi, espera que a Kroll recupere pelo menos uma fração do rombo de US$ 18 bilhões descoberto depois que a empresa declarou falência em dezembro.

Até agora, a companhia não conseguiu descobrir mais de US$ 50 milhões em contas de banco no nome de Calisto Tanzi, o fundador da Parmalat e ex-presidente e de outros ex-executivos do grupo.

Apesar da maior parte do rombo ter sido criada por anos de perdas operacionais que foram escondidas por falsos balanços, os investidores acreditam que centenas de milhões de euros devem ter sido desviados entre uma rede de contas bancárias nas Ilhas Cayman, Suíça, Mônaco, Principado de Liechtenstein, Malta e nos EUA.

A intenção das investigações é se aprofundar na rede de contas bancárias de mais de 200 subsidiárias e empresas em paraísos fiscais.

CPI mista

Foi formalizada ontem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a crise da Parmalat no País. “Aguardamos agora a primeira sessão do Congresso Nacional para que a CPI seja instalada”, afirmou o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), lembrando que a CPI será mista, incluindo senadores e deputados, o que permitirá “furar a fila” na relação dos requerimentos já existentes, para instalação imediata. Moka é o presidente da comissão especial que analisa a crise da Parmalat no Brasil.