Economia

Justiça torna réus 12 ex-executivos da Americanas por fraude

Imagem mostra notas de real em cima de uma mesa.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Pixabay/ Joel Santana

A Justiça Federal do Rio de Janeiro tornou réus 12 ex-executivos das Lojas Americanas acusados de participação em uma fraude contábil de pelo menos R$ 22,8 bilhões. A denúncia do Ministério Público Federal foi aceita pela 6ª Vara Federal Criminal e o processo tramita sob segredo de Justiça. As informações são da Gazeta do Povo.

O caso envolve irregularidades que vieram à tona em 2023 e levaram a varejista a entrar com pedido de recuperação judicial. Segundo os procuradores, as fraudes teriam sido executadas e mascaradas por integrantes da diretoria, que apresentavam relatórios com informações distorcidas aos conselheiros da companhia.

Réus respondem por associação criminosa e manipulação de mercado

Os 12 réus foram acusados de associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Nove dos investigados também foram indiciados por uso de informação privilegiada. A denúncia original incluía 13 ex-executivos, mas Márcio Cruz Meirelles firmou acordo de colaboração premiada.

Procurada, a Americanas informou que ainda não teve acesso à decisão judicial, mas declarou confiar na atuação das autoridades para responsabilizar os envolvidos. A companhia reforça que foi vítima de uma fraude estruturada e de natureza dolosa cometida pelos ex-executivos.

Acionistas de referência não foram denunciados

Os acionistas de referência da Americanas, como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, não estão entre os denunciados. Segundo os procuradores, as delações e as provas reunidas ao longo de mais de três anos de investigação não indicaram que os acionistas tivessem ordenado as fraudes ou tomado conhecimento de sua execução.

A recuperação judicial das Lojas Americanas durou três anos e foi encerrada em março de 2026 após medidas para reduzir a dívida de mais de R$ 40 bilhões. A rede encolheu 23%, passando de 1,8 mil unidades em 2023 para 1,4 mil atualmente em operação.

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