A Justiça Federal negou pedido da Norte Energia -empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte- para expulsar os invasores de um canteiro de obras da usina e determinou que a Funai articule uma retirada “pacífica”.

A ocupação, realizada por índios, pescadores e ambientalistas na última segunda-feira (8), provocou a paralisação dos trabalhos no sítio Pimental. Os demais canteiros de obras seguem funcionando normalmente.

Ao invés de determinar a expulsão, a Justiça mandou, na noite de terça-feira (9), que a Funai (Fundação Nacional do Índio) comece a intermediar pacificamente a saída dos índios em 48 horas.

Integrantes da Funai foram ao local ontem conversar com os índios, mas eles não ficaram satisfeitos com um pedido para que saiam do canteiro de obras.

Os manifestantes reclamam do descumprimento de contrapartidas por parte da Norte Energia e afirmam que estão sendo prejudicados pelas intervenções realizadas no rio Xingu. O grupo diz que pretende ficar no local por tempo indeterminado.

A Norte Energia afirma que ainda não recebeu pauta de reivindicações.
A construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), foi iniciada em junho de 2011 e tem conclusão prevista para 2019. A obra vem sendo alvo de constantes protestos. Quando estiver pronta, será a terceira maior hidrelétrica do mundo.