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Funcionários fizeram passeata de protesto.

O Fórum de Campo Largo acatou ontem pedido da TMT   Motoco do Brasil para utilizar o dinheiro depositado em juízo – destinado ao pagamento de credores caso o plano de reestruturação extra-judicial tivesse sido homologado – para efetuar o pagamento de férias coletivas dos seus funcionários. Os cerca de 860 empregados da empresa entraram ontem em férias coletivas por 20 dias. A empresa fabrica motores e transmissões e é uma das maiores empregadoras do município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, responsável por outros 1.300 empregos indiretos.

O motivo da paralisação é que a TMT está com suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça e enfrenta um pedido de concordata. A empresa propôs acordo a cinco bancos credores. Três renegociaram quase 80% das dívidas através de um acordo extra-judicial, mas outros dois, com menor percentual das dívidas, não concordaram, pedindo a concordata da empresa. Posteriormente, após divulgação do imbróglio pela imprensa, as duas instituições comunicaram à TMT que estariam dispostas a negociar e retirar o pedido de concordata.

Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba acusou a TMT de não querer fazer parte de uma comissão para discutir o assunto e de estar embalando peças e retirando máquinas. Por isso, os sindicalistas fizeram mobilizações na porta da empresa, impedindo a entrada ou saída da planta.

A assessoria de imprensa da TMT, por meio de uma nota, afirmou que foi realizado um acordo com o sindicato onde foi criada uma comissão composta de quatro funcionários além dos dois delegados eleitos da empresa, para realizar fiscalizações e acompanhar as negociações, garantindo que a TMT não estaria retirando nenhuma máquina ou equipamento da planta, apenas realizando entregas de motores já fabricados, cumprindo com acordos comerciais firmados anteriormente.