Economia

Justiça decreta falência da Oi com dívida de R$ 44,3 bilhões

Imagem mostra uma pilha de moedas com um porquinho cofinho branco ao lado.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi nesta terça-feira (25). A decisão da Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) foi unânime e ocorre após a administradora judicial prever que a empresa não teria mais condições de operar. O endividamento gira em torno de R$ 44,3 bilhões e o patrimônio está negativo em cerca de R$ 22,6 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

O advogado Bruno Rezende foi nomeado para administrar a massa falida. A previsão de apagão ocorreu no início de julho, quando a administradora afirmou que a desconfiança do mercado estaria dificultando a obtenção de recursos para investir na renovação do portfólio. A previsão de disponibilidade de caixa ao final daquele mês caiu quase 78%, despencando de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões.

Outra variável mencionada foi a suspensão de uma operação que renderia à empresa R$ 4,5 bilhões. A venda da fatia da Oi na V.tal a fundos ligados ao BTG Pactual e à BGC Fibra Participações foi recusada pela assembleia de credores. O valor é considerado insuficiente para cobrir as dívidas com os trabalhadores. A tratativa original previa a venda a R$ 12,5 bilhões.

A falência já havia sido decretada em novembro de 2025 pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na mesma semana, a desembargadora Mônica Maria Costa suspendeu a decisão e a Oi voltou à recuperação judicial. A liminar atendeu a recursos dos bancos Itaú e Bradesco, que alegaram risco de prejuízos aos credores e ao mercado.

A Oi teve sua origem em 1998 a partir do processo de privatização do sistema Telebrás. A empresa se tornou a maior concessionária de telefonia fixa do Brasil após a fusão com a Brasil Telecom em 2008, operação que contou com o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na década seguinte, a população iniciou a troca do telefone fixo pelos celulares. Em 2016, a companhia entrou para a história com o maior pedido de recuperação judicial do país até então, abrangendo R$ 65 bilhões em reestruturação de dívidas.

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