Juros menores aceleram processo

Rio – Neste ano, as renegociações serão impulsionadas não só pelo décimo-terceiro, mas também pela queda dos juros básicos da economia. Isso está animando os empresários ligados ao setor do comércio, que apostam em um aumento das vendas neste final de ano. Os consumidores também estão otimistas. O funcionário público Luís André dos Santos aproveitou a maré. Ele foi à ASB Financeira renegociar a dívida de R$ 972, contraída em 2001. Saiu da loja desembolsando apenas R$ 300.

“Negociei a dívida com o meu salário e paguei ainda a Credicard e as Casas Bahia. Só estou esperando o décimo terceiro para quitar outros débitos e tirar meu nome do SPC e da Serasa. Depois, vou me preparar para comprar um carro”, disse Santos.

O sócio da ASB e vice-presidente da Federação Nacional das Financeiras (Fenacrefi), José Arthur Assunção, explica as negociações: “O cliente pode obter perdão dos juros e multas de dívidas contraídas antes de 2000. A partir dessa data, o desconto é de 70%, podendo parcelar em 12 meses”, comentou. Segundo o diretor da Losango Leandro Vilain, o índice de clientes que quitam e voltam a tomar crédito chega a 60% na empresa. Na Losango, a dívida pode ser parcelada em 12 vezes, com perdão de multa e juros.

Fora os descontos, as financeiras costumam parcelar com juros mensais mais baixos do que os dos financiamentos normais. É o caso da financeira Zogbi, que cobra juros de 3,9% nas renegociações, além de dar desconto de até 50% sobre juros e multa.

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