A inflação de 0,18% pelo IPCA de setembro, divulgada pelo IBGE, é um excelente argumento para os investidores aplicarem em contratos futuros de juros. Mas a reação no pregão eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nessa manhã é contida. Isso porque, explicam operadores, o mercado já antecipou no pregão de terça o IPCA mais fraco do que o previsto.

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As taxas dos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) caíram ontem de forma expressiva, com forte volume de negócios na BM&F. Movimento parecido com o verificado no mercado secundário das NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional, série B, com rentabilidade vinculada ao IPCA), que tiveram a inflação implícita reduzida nas taxas. "O mercado parecia já conhecer o IPCA ontem, tamanho o apetite por aplicação em juros, especialmente no contrato de DI de janeiro de 2009", observa um operador.

O IPCA mostrou alta de 0,18% em setembro, ante 0,47% em agosto. O resultado da inflação de setembro não deve ser determinante para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na opinião de operadores. Isso porque há outros sinais, especialmente os relacionados à demanda, que devem pesar na próxima reunião. Assim, a probabilidade de o comitê manter a taxa básica Selic em 11,25% ao ano ainda é considerada maior do que a de um corte de 0,25 ponto porcentual nos juros. De todo modo, a notícia do IPCA ajuda a "dar um gás" ao mercado.

Um contraponto à boa notícia do IPCA foi a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) outubro, que subiu 0 84%, ante aumento de 0,80% em igual prévia em setembro. O resultado ficou acima das estimativas (0,15% a 0,65%).

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Às 10h25, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2009 projetava taxa de 11,20% ao ano, contra 11,18% do fechamento de ontem. Já o DI com vencimento em janeiro de 2008 tinha taxa de 11,03%, estável.