Os juros futuros acompanharam a realização de lucros dos demais mercados nesta terça-feira (2), especialmente do dólar. Após cinco dias úteis com cotações em queda, a moeda norte-americana subiu hoje em relação ao real e estimulou a alta das taxas futuras de juros. O volume de negócios, no entanto, seguiu fraco, confirmando que os investidores não estão com tanto apetite por novas posições.
O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 terminou o dia a 11,23% ao ano, contra taxa de 11,22% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. A taxa do DI para janeiro de 2009 ficou em 11,21%, ante 11,20% ontem.
Alguns investidores do mercado de câmbio aproveitaram hoje a mais baixa cotação do dólar em sete anos para comprar a moeda – o dólar comercial subia 0,83% por volta das 16 horas, para R$ 1 825. O mercado de juros acompanhou o movimento por causa do efeito dessa variável sobre a inflação.
Tanto a ata da reunião do Comitê de Política Monetária de setembro quanto o Relatório de Inflação do terceiro trimestre elaborado pelo Banco Central apontaram a alta do dólar nos últimos meses como um motivo para maior cautela na condução da política monetária. Isso porque as importações vinham garantindo o equilíbrio na relação entre oferta e demanda. Com o dólar em alta, alertou o BC, as importações poderiam ser reduzidas ou encarecidas, perdendo-se então o efeito benéfico sobre a inflação.


