Brasília

? O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ontem elevar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em um ponto porcentual para o próximo trimestre, que começa em abril. A TJLP, válida para o período de 1º de abril a 30 de junho, será de 12% ao ano e é a mais alta desde o final de 1999. A taxa que vigorou no trimestre anterior foi de 11%.

De acordo com o diretor de Normas do Banco Central, Sérgio Darcy, pesou na avaliação do CMN a pressão inflacionária do último período. Metade da TJLP é composta pelo risco Brasil, que está em queda. A outra metade corresponde à inflação. Se o risco Brasil continuar caindo e a inflação também der sinais claros de queda, a TJLP a ser fixada para o próximo período de três meses também poderá ser menor.

A maioria dos contratos corrigidos pela TJLP são feitos pelas empresas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Além desses contratos, o aumento da taxa também vai acarretar elevação da prestação dos mutuários com a Caixa Econômica Federal. A Caixa obteve, no final de 2001, R$ 1 bilhão do FAT para aplicar no financiamento habitacional voltado para a classe média.

Rodízios

O CMN também aprovou hoje pequena alteração no rodízio de auditores independentes que os bancos são obrigados a contratar para a análise dos balanços anuais. O prazo para que uma mesma empresa de auditoria pudesse fazer a certificação dos balanços de uma mesma instituição financeira era de quatro anos e passou para cinco anos. Por isso os bancos que já contam com um auditor há quatro anos poderão mantê-lo por mais um exercício.