A agenda fraca desta segunda-feira e o clima mais tranqüilo no exterior permitiram uma abertura em queda das taxas de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Mesmo com o ajuste realizado na curva de juros na sexta-feira, profissionais dizem que ainda há prêmio nos contratos que, se o mercado internacional permitir, deve continuar sendo reduzido. Às 10h16, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 estava em 10,51% ao ano, ante 10,55% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2010 tinha taxa de 10,31% ao ano (10,35% na sexta).

Os sinais no exterior seguem favoráveis. Mas o dia ainda promete muita volatilidade. Os títulos do Tesouro norte-americano operavam em leve alta, projetando as taxas para baixo. Mas inverteram o sinal e subia para acima de 5%. Hoje, a agenda está esvaziada. Mas, ao longo da semana, os eventos previstos são de relevância e, portanto, prometem oferecer combustível para muita oscilação.

No Brasil, a pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada mais cedo, trouxe poucas novidades. As previsões para a taxa Selic não foram alteradas – embora profissionais acreditem que haja espaço para mudanças, por causa da queda do juro em 0,5 ponto na semana passada. Nas projeções de inflação, houve elevação da mediana do IPCA para 2007, de 3,50% para 3,59%. Mas, entre as instituições Top 5 (aquelas que mais acertam suas apostas), houve recuo de 3,50% para 3,48% na projeção para o IPCA de 2007 no cenário de médio prazo.

Também foi divulgado hoje cedo o IPC-S de até 7 de junho, que mostrou alta de 0,39%, ante aumento de 0,25% apurado o indicador anterior, de até 31 de maio. A taxa ficou dentro das estimativas de analistas.