São Paulo (AE) – A taxa média de juros de operações de crédito ao consumidor apresentou elevação de 0,67% em novembro ante outubro, para 7,48% ao mês (137,65% ao ano), conforme estudo divulgado ontem pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Em novembro de 2005, a taxa média para pessoa física foi de 7,63% ao mês (141,66% ao ano).

A pesquisa mostrou que, entre as operações de crédito para o consumidor, a maioria das linhas tiveram suas taxas de juros elevadas: cheque especial (para 7,96% ao mês e 150,70% ao ano), CDC-Bancos (para 3,28% ao mês e 47,30% ao ano), empréstimo pessoal de bancos (5,51% ao mês e 90,34% ao ano), empréstimo pessoal de financeiras (11,56% ao mês e 271,62% ao ano) e juros do comércio (6,23% ao mês e 106,52% ao ano). A linha de cartão de crédito voltou a ser a única em que não houve modificação: continuou em 10,35% ao mês e 226,04% ao ano.

Quanto à taxa média de juros de operações de crédito para empresas, o levantamento da Anefac apontou alta de 0,24% em novembro sobre outubro, para 4,25% ao mês (64,78% ao ano). Em igual mês do ano passado, a mesma taxa foi de 4,44% ao mês (68,62% ao ano).

Segundo o coordenador do estudo da Anefac, o economista Miguel José Ribeiro de Oliveira, os aumentos das taxas em novembro – na contramão do que o Banco Central tem feito com a taxa básica de juros – podem ser atribuídos a uma maior demanda de crédito, tanto das pessoas físicas quanto jurídicas, bem como a um maior nível de inadimplência.

A Anefac destacou que, enquanto a Selic (atualmente em 13,25% ao ano), recuou 6,5 pontos percentuais desde setembro de 2005, quando o BC retomou o processo de corte gradual, a taxa média para pessoa física caiu 3,47 pontos e a oferecida à pessoa jurídica baixou 3,45 pontos.